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Msc Leonardo Silva

Publicado em 27 de Mar de 2020 | Atualizado em 27 de Mar de 2020

A ação do sujeito no mundo e o mundo que o sujeito carrega em si estão presentes, na verdade, desde a sua concepção. Cada um está mergulhado no processo biológico da natureza e na cultura da mãe que o carrega. Até a forma de seu nascimento traz marcas para sua elaboração individual e coletiva.

Na imersão do sujeito no mundo há uma construção progressiva de seu desenvolvimento em fases que se sucedem com predominância alternadamente afetiva e cognitiva. Tal desenvolvimento modela os recursos que a pessoa dispõe para interagir com o ambiente. Aprendemos no convívio com as pessoas a experiência necessária para a sobrevivência, transformação e, em contrapartida, construímos nosso eu. Não sobreviveríamos sem a presença do outro, só existimos a partir desse contato.

As relações que a criança estabelece com o adulto são os referenciais para a elaboração do seu eu, de sua personalidade. O modo como a criança irá relacionar-se com esse adulto é importante para que os educadores percebam o significado dessa maneira infantil de operar e, consequentemente, de se construir.

O professor tendo em mente que se torna referência para seus alunos, medirá suas palavras, suas atitudes e modos de se relacionar com os alunos. Quanto mais lúcido e aparente o conhecimento do desenvolvimento dos alunos aos professores melhores possibilidades de intervenção e mediação da ação educativa nas salas de aula. O professor terá um referencial para organizar melhor o ambiente, suas ações e antever as formas mais efetivas de interlocução com os alunos.

Posteriormente, a escola será um meio propício para esse desenvolvimento, pois a troca de experiências com seus pares e com outros adultos de referência oportunizará que exercite a capacidade de fazer escolhas e tomar decisões. Além disso, poderá vivenciar atividades organizadas com intenções pedagógicas para o seu desenvolvimento individual e social.

Ainda tem um longo caminho a percorrer até a fase adulta, mas a criança já começa a se perceber como um elemento diferente dos demais do grupo. Começa a se referenciar como pessoa única e com meios diferenciados para lidar com a realidade, ainda que o outro seja fator crucial nessa constituição

Por termos nascido com instinto de sobrevivência é que desenvolvemos formas de comunicação, já que o ser humano não sobreviveria sem a ajuda de outros humanos. E para coordenar esse processo surgiu a comunicação. Por isso, ao longo da evolução psicológica criamos meios para interagir com as pessoas e é por meio dessas relações que nos tornamos humanos.

As ações que advêm das emoções é que nos diferenciam, e em nossa trajetória de vida buscamos, enquanto pessoas, o equilíbrio incessante entre o pensar, agir e o sentir. O termo sentimento é, muitas vezes, utilizado como sinônimo de emoção; porém, possui uma conotação mais ampla.

Tentar-se-á aqui explicitar essa diferença. Em todas as fases da vida apresentamos representações de nossas emoções: por meio do choro quando bebês; pela birra para atingir o objetivo esperado; pelo grito ou xingamentos para as frustrações. O bebê humano mobiliza as pessoas em seu entorno num contágio afetivo.

Essas manifestações precisam ser interpretadas, acolhidas e atendidas. Para que isso aconteça, a dimensão interna do adulto será requisitada constantemente, pois é a partir de suas próprias emoções e sentimentos que os adultos terão melhor desempenho no seu papel de interlocutor na interação com a criança. Com o passar do tempo, intelectualizamos essas representações: escrevemos uma carta para que alguém compreenda nossas necessidades; enviamos SMS para comunicar ou se fazer presente; remetemos e-mails com mensagens lindas ou simplesmente verbalizamos nossos sentimentos das maneiras as mais diversas.

Os sentimentos incluem essas representações. Isso ocorre porque o ser humano, mesmo adulto, está em busca de sua sobrevivência afetiva. Necessita ser reconhecido como único, diferente, com desejos, vontades e sonhos específicos, e por isso se relaciona com as pessoas e com o mundo.

O contágio afetivo na vida adulta permite o pertencimento e o acolhimento para o outro e para si. Felizmente chegamos à fase adulta com um conjunto de recursos psicológicos que nos capacita afetar o mundo e sermos afetados por ele, pois não somos seres separados, fazemos parte de uma totalidade.

E isso constitui a afetividade, a qualidade pela qual afetamos e somos afetados nas interações que experienciamos (LOOS; SANT’ANA; CEBULSKI, 2010).

A SE PREPARE BEM é uma empresa humanizada e que se preocupa com o aprendizado dos alunos, propondo auxiliá-lo no desenvolvimento das competências socioemocionais com cursos reconhecidos pelo MEC.

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